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	<title>ppalmeida</title>
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		<title>Beethoven &#8211; Sonata no.21 op.53</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 01:42:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que Beethoven é um gênio e todos os &#8220;etc&#8221; possíveis, todo mundo parece saber. O que poucos sabem é que é possível admirar e ouvir Beethoven ainda hoje, em pleno século 21. Aliás, principalmente agora, com os diversos &#8220;tubes&#8221; que existem por aí. Então, já que você assistiu ontem a sessão de sexo no BBB [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que Beethoven é um gênio e todos os &#8220;etc&#8221; possíveis, todo mundo parece saber. O que poucos sabem é que é possível admirar e ouvir Beethoven ainda hoje, em pleno século 21. Aliás, principalmente agora, com os diversos &#8220;tubes&#8221; que existem por aí. Então, já que você assistiu ontem a sessão de sexo no BBB sob o edredon, sugiro que você assista o pianista François-René Duchâble executando a Sonata nº 21 Op. 53 &#8220;Waldstein&#8221;. A primeira vez que ouvi essa sonata foi no livro do José Miguel Wisnik,  &#8221;O som e o sentido&#8221;.</p>
<p>O livro acompanha um CD de autoria do músico Hélio Ziskind. Um arranjo maravilhoso para os estudantes de música. Mas o que importa aqui mesmo é a obra final, e a execução magistral de François-René Duchâble dispensa tudo o que disse até agora.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-sfsDtQZwI0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/-sfsDtQZwI0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Nem precisava de muito. Se eu morresse sabendo tocar só essa, já estava bom.</p>
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		<title>Carreira guia: ASDFG &#8211; ÇLKJH</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 12:20:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Insanidades]]></category>

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Lembro-me até hoje do dia em que minha mãe disse: “está na hora de você começar a aprender a fazer coisas de escritório. Senta naquela cadeira em frente à máquina de escrever!”.
O escritório dos meus pais ficava na rua Rui Barbosa, em Campo Grande. Todos os dias de manhã eu acordava irritado por ter de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pedropauloalmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/maquina_escrever_1.jpg"><img class="size-full wp-image-214  alignright" title="carreira guia" src="http://www.pedropauloalmeida.com.br/wp-content/uploads/2010/01/maquina_escrever_1.jpg" alt="carreira guia" width="392" height="294" /></a></p>
<p>Lembro-me até hoje do dia em que minha mãe disse: “está na hora de você começar a aprender a fazer coisas de escritório. Senta naquela cadeira em frente à máquina de escrever!”.</p>
<p>O escritório dos meus pais ficava na rua Rui Barbosa, em Campo Grande. Todos os dias de manhã eu acordava irritado por ter de trabalhar (justo aos 13 anos!) enquanto meus amigos estavam dormindo, com certeza. O escritório ficava em uma casa antiga, de esquina. Um piso de tacos igualmente velhos revesava em áreas mais comuns com um piso de cerâmica pequeno, hexagonal. A máquina de escrever estava lá: brilhante, com seu teclado em 4 níveis, mecânico, imponente. Rescendia um leve cheiro de óleo Singer.</p>
<p>Minha mãe pegou uma folha em branco e escreveu nessa folha, com letras grandes, as letras da “carreira-guia”: ASDFG para a mão esquerda, ÇLKJH para a outra. “Leia aqui e nunca olhe para o teclado”. Volta e meia os dedos escorregavam entre as teclas superiores. Era dolorido e irritante. Por outro lado, adorava o barulho que a tecla de “maiúsculas” provocava no interior da máquina, subindo e levantando as astes que iam ferindo de tinta o sulfite.</p>
<p>A despeito de inúmeras reclamações e impaciências, aprendi a datilografar (hoje as pessoas dizem “digitar”) corretamente:  sem olhar para o teclado, com todos os dedos em perfeita posição. Mínimo de 180 toques por minuto, com no máximo três erros por A4. Naquela época, digitou estava impresso. Não tinha “delete” nem “ctrl-Z”. Hoje sei que digito acima de 220 toques por minuto, mas parei de medir há muitos anos.</p>
<p>Não sei porque as letras no teclado possuem essa distribuição maluca. Já ouvi muitas (e)histórias sobre isso. No fim, todos reclamam que as teclas deveriam ser em ordem alfabética. Mas em que isso ajudaria, se escrever não é uma sequência alfabética? Até onde sei a palavra “abcdefg” não faz parte do português. Esses dias meus amigos, numa brincadeira, trocaram o “m” com o “n” de lugar do teclado do meu pc. Só percebi muito depois, quando eles desistiram e entregaram a malandragem. Tinha orgulho de ter em casa um teclado de PC tão gasto que os nomes das teclas haviam sumido. Para muitos hoje em dia, mais difícil de invadir que o banco de dados do Banco do Brasil.</p>
<p>Aquela velha máquina de escrever datilografou muito orçamento. Mas também datilografou poemas, textos tolos, letras de música, trabalhos escolares. Minha professora de português uma vez deu-me um croque por ter datilografado o trabalho: “Era para você fazer, não sua mãe!”. Não consegui convencê-la que eu mesmo havia datilografado.</p>
<p>Após aprender a datilografar, vieram outras tarefas. Muitas delas cumpridas com dificuldade pela minha pouca idade. Quando ia a órgãos públicos levar ou buscar documentos nunca era levado a sério. Tive que aprender a me impor, apesar do rosto muito novo e da voz de timbre vacilante. Essas experiências, no início tão aborrecidas e sem nexo, sem que eu percebesse moldaram em minha personalidade.  Logo cedo adquiri um entendimento que colégio nenhum poderia me dar. O entendimento de como se relacionar com pessoas em um lugar profissional.</p>
<p>Nâo só isso: elas ajudaram a moldar meu caráter e aprender a reconhcer, só pelo comportamento, o joio e o trigo do mundo “lá fora”. Um aperto de mão firme, olho no olho, abre muito mais portas – e conta muito mais sobre a pessoa – do que títulos acadêmicos e sobrenomes. A franqueza e a firmeza de espírito é algo que se aprimora fora de casa, mas a obrigação de aprender vem de dentro.</p>
<p>Meus pais já tiveram diferentes tipos de negócio. Representação comercial, manutenção de móveis de escritório, fornecimento de materiais de escritório para o Estado, arquivos deslizantes. Participei de todos, mesmo trabalhando mais tarde em outros lugares. O mais importante de todas essas experiências foi aprender como me comportar frente a situações difícieis ou decisivas.</p>
<p>E, acima de tudo, a aprender que o valor de uma pessoa não está no dinheiro que ela concentra. Mas na experiência humana que ela compartilha com seus próximos. Em saber ter calma e humildade no momento certo, e saber ser arrogante e sedento no momento certo. Aquela força interior que cara feia alguma pode abalar.</p>
<p>Ainda bem que minha família não pôde (e não quis) me dar uma vida confortável, segura e estável demais. Protegido de bactérias dentro das bolas de cristal delicado que hoje damos o nome de “apartamento”. Isso com certeza também teve suas conseqüências negativas. Alguma vez já viu uma moeda com menos de 3 lados? Mas nada como chegar aos 18 anos com 5 anos – cruciais – de combates e cicatrizes, já sabendo, se não o valor da vida, o valor do dia.</p>
<p>E tudo começou com uma carreira-guia: ASDFG ÇLKJH.</p>
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		<title>Memória minha, memória viva!</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 18:43:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia
(&#8230;)
Não me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
(&#8230;)
Carlos Drummond de Andrade


Música e memória sempre caminharam juntos em minha vida. E penso que na de muitas pessoas. Assim como o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><em>Não faças versos sobre acontecimentos.<br />
Não há criação nem morte perante a poesia<br />
(&#8230;)</p>
<p align="right">Não me reveles teus sentimentos,<br />
que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.<br />
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.<br />
(&#8230;)<br />
Carlos Drummond de Andrade<br/><br />
</em>
</p>
<p style="text-align: left;">Música e memória sempre caminharam juntos em minha vida. E penso que na de muitas pessoas. Assim como o famoso biscoito de &#8220;madelaine&#8221; de Proust. Um acorde, um trecho dessa ou daquela música subitamente traz lembranças a tanto esquecidas. Nem sempre boas.</p>
<p>Isso ocorre, é claro, com muitas coisas diversas que a música. Mas a música é algo que traz isso muito forte. Penso que mais que crônica ou poesia. A música tem um agente emocional muito mais concentrado, mais livre do intelecto. Pode-se ouvir uma música sem ouvi-la: a atenção pode estar em outro lugar e, de repente, aquela música, daquela noite, daquele rosto invade a mente. Disparando lembranças, cheiros, gostos, imagens.</p>
<p>Muitas vezes isso não ocorre apenas com uma música em particular. Ocorre com um disco inteiro, por exemplo. Um dos discos que gosto e tenho dessas lembranças (boas ne sse caso) é do disco Quarteto Jobim-Morelembaum. O quarteto, formado por Jobims (Paulo e Daniel), conta com a voz suave e delicada de Paula Morelembaum e do monstro do violoncello brasileiro Jacques Morelembaum. Os standards de Tom estão todos lá: Corcovado, Meditação, Desafinado, e também algumas mais posteriores como O Boto e Mantiqueira Range.</p>
<p>Essas músicas em si estão em minha mente com diversos arranjos e intérpretes. É provável que Corcovado e Meditação possuam juntas centenas de gravações diferentes. Mas essas gravações do Quarteto estão na minha memória de forma tão permanente, instantes parados no ar e no tempo. Cada nota um toque, um olhar diferente, um universo. Exatamente vívido como ficou durante o show ao vivo que assisti há tantos anos. Aliás, com um solo ao cello do Jacquinho de Retrato em Branco e Preto – que não está no álbum – monstruoso. Um domínio completo da técnica sem deixa-la ultrapassar a sonoridade que Jobim exige: nada de exibicionismos atléticos. A técnica a serviço da música.</p>
<p>E esse universo esteve recentemente tão perto que deu vontade de ter saudades. Um telefonema a mais, uma frase a mais, um sorriso ao telefone a mais, uma reserva a mais. Para saber se aquela aquarela toda ainda está lá, intocada, vívida e radiante como quando nos afastamos. O bom da memória involuntária – que Proust retratou tão bem em sua Combray – é ser tão incontrolável quanto impiedosa. Me contive.</p>
<p>No final das contas resta saber se algum dia terei de volta o álbum do Quarteto Jobim-Morelembaum apenas como música, livre dessas lembranças, enlaces e desenlaces. Improvável. A emoção é mesmo o cimento da memória. Proust já provara isso há cem anos atrás. E já que até aqui só falei de coisas pessoais – logo, fúteis – acrescento outra: é bem provável que Em busca do tempo perdido seja mesmo a principal obra em prosa do século XX, passando por cima de muita gente importante. Mas o que está agora na memória é uma trilha só:</p>
<p><em>É, você que é feita de azul,<br />
Me deixa morar nesse azul,<br />
Me deixa encontrar minha paz,<br />
Você que é bonita demais.<br />
Se ao menos pudesse saber<br />
Que eu sempre fui só de você,<br />
Você sempre foi só de mim.<br />
(Tom Jobim/Alysio de Oliveira)</em></p>
<p>A felicidade é uma pluma que o vento vai levando pelo ar de Cumbica.</p>
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		<title>A fuga (engraçadinha) do pensamento</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 18:19:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Insanidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Nâo lembro onde, exatamente, li que “contra a piada não há argumento”. Essa frase sintetiza bem uma situação que está cada dia mais presente em todos os lugares.  Explico: sempre quando um assunto mais complexo entra em pauta em uma conversa, cada vez mais as pessoas “fogem” do assunto. Normalmente com alguma piada de momento, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nâo lembro onde, exatamente, li que “contra a piada não há argumento”. Essa frase sintetiza bem uma situação que está cada dia mais presente em todos os lugares.  Explico: sempre quando um assunto mais complexo entra em pauta em uma conversa, cada vez mais as pessoas “fogem” do assunto. Normalmente com alguma piada de momento, seguida de um riso rápido. O que o eu chamaria de &#8220;engraçadinho&#8221;, mas no fim é só &#8220;ignorante&#8221;.</p>
<p>Quem me conhece, sabe bem que não sou contra piadas sobre qualquer assunto. Mesmo que a piada seja até “de mau tom&#8221; para o instante. Adoro piadas de mau tom. As que mexem com as pessoas e suas crenças. Em suma: não me apego a dogmas e religiões. Mas o que ocorre é que após aquela piadinha, nenhum argumento é inserido na conversa. Mesmo aquela piada, em si, não é um argumento. Nenhum fato novo. Nada. Ou seja: cada vez mais livram-se de pensar ou de questionar-se, escondendo-se sob piadas que dão aquela impressão que a pessoa “sabe de alguma coisa mas é ocupada demais para dizê-la”.</p>
<p>Ok. Pensar não é obrigação de ninguém. E ninguém é obrigado a expor o que pensa. Mas não é esse o foco desse texto: o foco é que as pessoas, paulatinamente, tornam-se mais vazias, de convivência mais superficial. Seja por não oferecer seu ponto de vista ou por não se abrir a um diferente. Ou de aprender mais sobre um determinado assunto. (Aprendi em casa, cedo, que aprender é um ato de generosidade. Mais do que ensinar). Um reflexo e/ou combustível desse processo de vazio é a arte que é massivamente consumida: cada vez mais expositiva, cada vez menos argumentativa, passando uma mensagem mais mastigada, mais resumida e fácil. E isso se aplica a todos os assuntos abordados.</p>
<p>Conversando com um amigo que gosta de rap, pedi a ele uma letra de música que ele realmente gosta. Uma que ele considere uma letra fantástica. Ele me enviou um link e eu a li atentamente. A temática da música – pobreza e revolta – é agora o que menos interessa. O que interessa é o não uso de sequer um recurso de linguagem que requeira um mínimo de fosfato para entendê-la. Intelectualmente o texto da letra não oferece nem proposição de solução do contexto (o que já seria algo, mesmo que na visão particular do compositor) ou de recurso poético, de figura de linguagem, etc que traga algum prazer estético ou intelectual. E que permita que eu tenha um entendimento e que outra pessoa tenha um diverso. Esse recurso de linguagem não precisa falar de “rosas e paisagens”. Poderia continuar falando de tráfico, violência e miséria, mas ainda assim seria algo a se destilar, a se aproveitar. E que poderia, sim, ajudar a montar o quadro, a mensagem que o rapper deseja para sua, vá lá, canção. Mas não é implicância com o rap, não. O mesmo se verifica nas canções da música sertaneja (ou seja lá o que aquilo for, pra mim é bolero), pagodes, forrós e etc. A falta de inteligência nas letras de música atual não escolhe gênero nem classe social. E essa ausência exercita a incapacidade de interpretação e gosto pelo texto rico nas figuras de linguagem citadas. Um texto de Drummond, Yeats ou Pound vão ficando exponencialmente inacessíveis.</p>
<p>A falta de interesse generalizada pela conversa argumentativa e inteligente pode estar também enraizada na forma super-especializada sob a qual nos formamos. Têm-se a cada ano uma formação profissional mais especializada em determinadas áreas. Daqui a pouco teremos designers tão especialistas que só saberão operar o mouse, pois será especialista nisso. Para operar o teclado, ele precisará da ajuda de um segundo profissional, especialista em teclados. Todos sabem muito sobre muito pouco. E essa formação super-especializada gera pessoas de alta competência profissional e de completo analfabetismo social, cultural e histórico. Incapazes de aproveitar e de acrescentar riqueza humana à sua própria vida e às pessoas próximas que ama.</p>
<p>Em uma conversa com um amigo, recentemente, ele me disse que saber de literatura não pagava o seu salário. Talvez por isso ele não saiba a diferença entre romance e novela. Nem é capaz de saber que um romance pode não ter romance e novela não precisa ser necessariamente na Globo. Ele é especialista no que faz. No que faz.</p>
<p>O círculo do que é considerado “papo difícil”, “música difícil”, está ampliando velozmente. O vazio e a inércia mental cada dia mais dominante. Isso é algo triste, pois vai-se esvaziando as relações humanas, estreitando-as a um âmbito mais pobre, rasteiro. E o que é pior: de consciência cada vez menor, deixando-nos mais suscetíveis ao erro, à ilusão social. A preguiça mental é tão nefasta e sedutora como a preguiça física. Espero que você – e eu – pensemos duas vezes antes de encerrar um assunto com uma piadinha de senso comum. Ou que, pelo menos, após a piadinha possamos tentar um ângulo novo, um argumento a mais, uma discordância a mais. Afinal é a partir do contrário, do conflito que surge o novo. Esse processo de surgimento do novo pelo prazer da argumentação saudável é, enfim, um dos maiores feitos do homem e, talvez, a única coisa que realmente o diferencia dos outros animais.</p>
<p>Desejo sinceramente que a omissão do risco de pensar seja banida. A opinião falha ou risível é muito mais importante que a fuga covarde do pensamento. Desejo que um dia eu possa, enfim, reencontrar o prazer de argumentar, de discutir idéias (f)úteis, sem que essas terminem subitamente com uma piada de risinho fácil, mudo e sórdido.</p>
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		<title>São Paulo: trânsito, enchentes e home-office</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 13:57:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se mover por São Paulo todos reclamam que está cada vez mais difícil: trânsito caótico, sistemas insuficientes de transporte público e, volta-e-meia, enchentes. Isso cada vez mais me leva à conclusão que o sistema de produção em Sampa está mesmo fora da ordem, caminhando para a direção errada. Está na hora de São Paulo assumir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se mover por São Paulo todos reclamam que está cada vez mais difícil: trânsito caótico, sistemas insuficientes de transporte público e, volta-e-meia, enchentes. Isso cada vez mais me leva à conclusão que o sistema de produção em Sampa está mesmo fora da ordem, caminhando para a direção errada. Está na hora de São Paulo assumir a vanguarda e começar processos de home-office nos setores onde isso é viável?</p>
<p>Eu trabalho com tecnologia em são paulo há 4 anos. Bem pouco comparado a muitos de meus colegas. Alguns deles moram em Santos! Todo santo dia eu faço a mesma coisa: acordo 6h da manhã em Santo André, saio de casa entre 6:20h e 6:30h e faço a rota: Santo André -&gt; Vila Leopoldina. Esse trajeto possui 36 Km. Todo santo dia da semana eu rodo 72Km. Esse trajeto, ida e volta, costuma custar de 3h a 3,5h em horário de pico. Às vezes bate em 4h. Isso porque já aprendi vários atalhos &#8211; que eu e meu amigo Flávio chamávamos de &#8220;password&#8221; numa alusão ao jogo Rush, um Arcade da Atari.</p>
<p>Com todo este tempo, se estivesse em casa durante a semana, aumentaria o meu tempo de trabalho em 37,5%. Isso é muito ou pouco? Para responder, basta pensar: &#8220;se eu pedir um aumento de 37,5% meu chefe vai rir ou concordar?&#8221; É muito!</p>
<p>Falar em home-office, para muitos empresários siginifica &#8220;meu funcionário cuidando do jardim ou dormindo em vez de trabalhar no horário certo&#8221;. Bom. Para isso já existe solução há muito tempo. A economia de estrutura que a empresa que me contrata (como PJ) economizaria com seus funcionários seria enorme. O custo de vida dos funcionários seria bem menor. E o desgaste também.</p>
<p>Mas já que brasileiro é &#8220;traquinas&#8221; eu vejo soluções intermediárias para o assunto (como disse à <a href="http://twitter.com/glauciananunes" class="external">@glauciananunes</a> pelo <a class="external" href="http://twitter.com/ppalmeida">meu twitter</a>): e se fizéssemos uma mescla? Algo como &#8220;Segunda/Quarta/Sexta no escritório&#8221; e &#8220;Ter/Qui em casa&#8221;, para vermos se conseguimos cumprir a mesma meta? Até que conseguíssemos inverter: &#8220;Segunda/Quarta/Sexta&#8221; em casa e &#8220;Ter/Qui&#8221; no escritório! Isso seria de um valor de trabalho e qualidade de vida inestimável. E isso não seria tão &#8220;engessado&#8221;. Precisa de uma equipe no escritório essa semana inteira para fechar um projeto? Oras. Todos ao escritório a semana toda! A necessidade faria a regulagem dessa engrenagem. Teríamos, talvez, parte da empresa reunida no escritório (aquela do projeto &#8220;x&#8221;) e outra (do projeto &#8220;y&#8221;), sem necessidade de estar reunida todos os dias, trabalhando no esquema remoto.</p>
<p>E como garantir que determinada pessoa está mesmo em casa trabalhando e não dormindo? Para os mais céticos já existem webcams por preços ridículos. Eu mesmo preferiria trabalhar o dia todo em casa com a webcam ligada (mostrando esse lindo rosto que Deus me deu) do que sair de casa, como hoje, às 7:00h e chegar ao trabalho às 10:30h, com medo de enchentes pelas marginais. E pior: cansado, estressado e sem vontade de produzir uma classe sequer. E pensando na volta, o inferno que vai ser.</p>
<p>Será que um dia nosso mercado (ao menos de teconologia, já que sabemos como exatamente controlar isso de forma eficiente) vai se dar conta que o principal de tudo está na mente e não no endereço da cadeira onde essa mente produz? Será que um dia todos teremos a coragem de assumir que esse atual sistema de produção está cada vez mais custoso e ficando insustentável? Essa visão de todo o mercado mundial precisa mudar. Mas&#8230; quando? <br/></p>
<div id="attachment_168" class="wp-caption alignnone" style="width: 616px"><a href="http://www.pedropauloalmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/enchente_sampa.jpg"><img class="size-full wp-image-168" title="enchente_sampa" src="http://www.pedropauloalmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/12/enchente_sampa.jpg" alt="enchente_sampa" width="606" height="141" /></a><p class="wp-caption-text">São Paulo - enchente 08/12/2009</p></div>
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		<title>O tal vestidinho</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 13:56:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Faz tempo que eu venho enrolando, postergando e tentando esperar a vontade passar. Mas falar nesse assunto, depois dos absurdos que estão se sucedendo, é inevitável.
O caso da tal moça que foi de vestido curto na Uniban. As pessoas não gostaram, teve rolo, polícia, programa de TV e, pra fechar com chave de ouro, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz tempo que eu venho enrolando, postergando e tentando esperar a vontade passar. Mas falar nesse assunto, depois dos absurdos que estão se sucedendo, é inevitável.<br />
O caso da tal moça que foi de vestido curto na Uniban. As pessoas não gostaram, teve rolo, polícia, programa de TV e, pra fechar com chave de ouro, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1371668-5605,00-PICHACAO+EM+MURO+DA+UNIBAN+NO+ABC+FALA+EM+PRECONCEITO.html" target="_blank" class="external">o anúncio de sua expulsão da instituição</a>.</p>
<p>Então, alguns pontos rápidos e diretos:</p>
<p>1. São Paulo é uma cidade feia em alguns pontos por culpa dos próprios paulistanos. Aqui em São Paulo, os homens são tão ignorantes que obrigam que as mulheres se vistam como homens, de calça preta e terninhos. Uma espécie de &#8220;burka tupiniquim&#8221;.</p>
<p>Isso, pelo que vejo, vem da associação com pessoas pobres. Pessoas &#8220;pobres&#8221; aqui em São Paulo são chamadas covardemente de &#8220;baianinhas&#8221;. Um preconceito grotesco (como qualquer preconceito). O problema se agrava quando o assunto é vestimenta. O uso de roupas &#8220;curtas&#8221; é comum em estados mais quentes que a terra da garoa. O que leva a tal parcela &#8220;não baianinha&#8221; a achar que uma mulher que use roupas curtas é uma meretriz. E essas associações criam essa sociedade masculinizada, que tem na mulher paulistana seu maior símbolo: gestos abruptos, roupas de homem, cara emburrada &#8211; como as modeletes que desfilam por aqui nos tais eventos de moda: pagas para manter a carranca. Minhas irmãs refizeram o guarda-roupas quando minha família voltou de Campo Grande para morar novamente em São Paulo. Os vestidos e saias ficaram guardados. Hoje, só usam roupas &#8220;de homem&#8221;, para não serem confundidas com as &#8220;baianinhas&#8221;.</p>
<p>2. E um vestidinho é pra causar tumulto? Aquele vestido? Já morei em lugares onde as mulheres usavam vestidos tão ou mais curtos e a paisagem era linda. Que coisa linda ver uma mulher que sabe usar um vestido curto sem perder a  elegância. O preconceito paulistano não é capaz de lidar com isso. Não sei se a tal moça do episódio sabia ou não. É que a situação de assombro dos outros alunos é que me deixa perplexo. Isso sim evidencia um comportamento preconceituoso e, por que não dizer, animalesco. Será mesmo que a tal moça tinha um corpo tão espetacular? Provavelmente, não. A questão, como eu disse, é bem outra.</p>
<p>3. Que atitude horrorosa da Uniban expulsar a estudante. Deveria, em vez disso, cuidar melhor do nível do ensino dos seus cursos. Para que seus alunos possuíssem uma maior civilidade e fossem capazes de lidar com o sensual ou até mesmo com o vulgar de forma muito mais consciente. Não como uma turba enfurecida de predadores. E, ainda, melhorar o nível da prova de português no seu Vestibular, para não ostentar pixações como a da imagem abaixo em seus muros. Por esse nível de situação, protesto e atitudes de instituições de nível superior, vemos que o problema não são os centímetros do vestido, e sim os anos-luz que nos separam de uma sociedade com um mínimo de civilidade, compreensão pelo diferente e prazer pelo feminino.</p>
<p><a href="http://www.pedropauloalmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/11/uniban.jpg"><img class="size-medium wp-image-158 alignnone" title="uniban" src="http://www.pedropauloalmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/11/uniban-300x213.jpg" alt="uniban" width="300" height="213" /></a></p>
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		<title>Parque Ibirapuera: descalabro!</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 17:57:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Insanidades]]></category>
		<category><![CDATA[parque ibirapuera]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>

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&#8220;O desespero eu aguento. O que me apavora é essa esperança&#8221;. (Millôr)
Há dois dias atrás fiquei sabendo de um projeto importantíssimo do Sr. Vereador Agnaldo Timóteo em trocar o nome do Parque Ibirapuera &#8211; em São Paulo &#8211; para Michael Jackson. Indignado com tamanha sandice, enviei-lhe o e-mail abaixo:
Um descalabro!
Esse projeto absurdo de dar memória [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-124"></span><!--more--></p>
<p><strong>&#8220;O desespero eu aguento. O que me apavora é essa esperança&#8221;. (Millôr)</strong></p>
<p>Há dois dias atrás fiquei sabendo de um <a class="external" href="http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,agnaldo-timoteo-quer-ibirapuera-como-parque-michael-jackson,441001,0.htm">projeto importantíssimo</a> do Sr. Vereador Agnaldo Timóteo em trocar o nome do Parque Ibirapuera &#8211; em São Paulo &#8211; para Michael Jackson. Indignado com tamanha sandice, enviei-lhe o e-mail abaixo:</p>
<p><em>Um descalabro!<br />
Esse projeto absurdo de dar memória a um astro decadente com um dos mais importantes patrimônios da cidade de São Paulo só poderia vir de vereadores como o senhor. Penso que isso é uma ótima prova do desperdício de nosso dinheiro, com delirios e manobras populistas, midiáticas, e que não trazem, de fato, benefício algum à cidade que sustenta não só seu salário e verbas beneficiárias duvidosas. Mas também todo um aparato repugnante que a política brasileira dá o nome de &#8220;gabinete&#8221;.</em></p>
<p><em>Por favor, meu senhor. Recolha-se ao seu pequeno mundo prosaico de músicas superficiais e leves. E da próxima vez que quiser homenagear algum músico ou musicista, pense  em Radamés Gnattali, Carlos Gomes, Garoto, Pixinguinha, Paulo Bellinati e tantos e inúmeros outros que se diferem de sua pessoa pela enorme capacidade artística.</em></p>
<p><em>Que o projeto inútil do senhor seja algum dia prova cabal, nas escolas e livros, das mazelas que afligem essa nossa socidade. Sofrida e marginalizada pelos atos de políticos ora inescrupulosos, ora fúteis, como o tem sido nesse momento.</em></p>
<p><em>Vergonha!</em></p>
<p>E hoje, para minha surpresa, recebi o seguinte e-mail do Vereador com os mais embasados argumentos e que me fizeram, é claro, ceder-lhe a devida razão no assunto:</p>
<p><a href="http://www.pedropauloalmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/10/agnaldo_timoteo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-127" title="agnaldo_timoteo" src="http://www.pedropauloalmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/10/agnaldo_timoteo.jpg" alt="agnaldo_timoteo" width="480" height="461" /></a></p>
<p>Rir para não chorar.<br />
E já que comecei o post citando Millôr, peço a ele de novo, socorro:<br />
<strong>&#8220;O político é um gaiato<br />
Que prefere a versão ao fato.&#8221; (Millôr).</strong></p>
<p>Abraços.<br />
PS: Agnaldo: volta pro Rio de Janeiro, Agnaldo. Lá é muito mais bonito.</p>
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		<title>Google compra On2, desenvolvedora do codec VP6</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 14:26:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[google]]></category>
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		<category><![CDATA[vp6]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você já trabalhou com vídeo para web em flash sabe da importância do codec VP6. Pois é. O Google também. E tratou de adquirir a On2 para garantir o futuro e estabilidade dos codec que é a base do Youtube hoje em dia.
Uma rápida olhada no &#8220;about us&#8221; da On2 dá para perceber o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você já trabalhou com vídeo para web em flash sabe da importância do codec VP6. Pois é. O Google também. E tratou de adquirir a On2 para garantir o futuro e estabilidade dos codec que é a base do Youtube hoje em dia.</p>
<p>Uma rápida olhada no &#8220;about us&#8221; da On2 dá para perceber o alcance da jogada realizada pelo Google:</p>
<p><em>On2 (NYSE Amex: ONT) creates advanced video compression technologies        that power the video in today’s leading desktop and mobile applications        and devices. On2 customers include Adobe, Skype, Nokia, Infineon, Sun        Microsystems, Mediatek, Sony, Brightcove, and Move Networks. On2        Technologies is headquartered in Clifton Park, NY USA.</em></p>
<p>Matéria detalhes, clique <a class="external" target="_blank" href="http://www.businesswire.com/portal/site/google/?ndmViewId=news_view&amp;newsId=20090805005571&amp;newsLang=en">aqui<span>(link externo)</span></a>.<br />
via @scottjanousek @rhall RT @keithpeters</p>
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		<title>4600 Km a pé. Um vídeo impressionante!</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 13:58:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Insanidades]]></category>
		<category><![CDATA[vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos vemos muitos vídeos pela web com fotos interessantes. Ou que exibem fotografias de uma mesma pessoa com passar dos dias, semanas, etc. Mas esse vídeo é particularmente impressionante. Tanto pela jornada como pelos lugares e paisagens. De desertos a ambientes congelados, Christoph Rehage fez realmente uma grande viagem!

Uma nota importante de Chistoph que pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos vemos muitos vídeos pela web com fotos interessantes. Ou que exibem fotografias de uma mesma pessoa com passar dos dias, semanas, etc. Mas esse vídeo é particularmente impressionante. Tanto pela jornada como pelos lugares e paisagens. De desertos a ambientes congelados, Christoph Rehage fez realmente uma grande viagem!</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="504" height="290" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4636202&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="504" height="290" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4636202&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Uma nota importante de Chistoph que pode passar despercebida:<br/><em>All of the distance from Beijing to Ürümqi has been completed solely on foot, straight good old walking. There are instances where you can see me in the video sitting on a plane or riding a boat, but those are during breaks I had to take from walking, either to sort out bureaucracy issues or to take care of some personal things.</em></p>
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		<title>Grande jogada da Microsoft: Mike Downey agora por Silverlight!</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 17:12:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Plataforma Flash]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[microsoft]]></category>
		<category><![CDATA[mike downey]]></category>
		<category><![CDATA[silverlight]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos prinicipais mentores e colaboradores do mundo Flash foi para a Microsoft. Uma jogada inteligentíssima da gigante. Mike Downey(link externo) leva seu conhecimento sobre RIA para o time do Silverlight. A priori parece uma sandice sem tamanho da Adobe deixar Mike, que já vinha com a plataforma Flash desde a extinta Macromedia. Um &#8220;desfalque&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos prinicipais mentores e colaboradores do mundo Flash foi para a Microsoft. Uma jogada inteligentíssima da gigante. <a class="external" href="http://madowney.com/blog/2009/07/31/i-joined-microsoft/" target="_blank">Mike Downey<span>(link externo)</span></a> leva seu conhecimento sobre RIA para o time do Silverlight. A priori parece uma sandice sem tamanho da Adobe deixar Mike, que já vinha com a plataforma Flash desde a extinta Macromedia. Um &#8220;desfalque&#8221; e tanto para a Adobe, em minha opinião.</p>
<p>Para mim, que sou desenvolvedor RIA, é um motivo a mais para se concentrar no Silverlight. Quando a Microsoft resolve entrar em uma batalha, dificilmente é para fazer feio. O Silverlight começou como algo um tanto limitado, mas hoje já desponta como uma ferramenta que deve ser levada a sério. Eu vou seguir o conselho de amigos e correr para me inteirar mais sobre o assunto &#8211; já atrasado, admito.</p>
<p>Um home-run para a M$!!</p>
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