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	<title>ppalmeida &#187; Featured Articles</title>
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		<title>Beethoven &#8211; Sonata no.21 op.53</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 01:42:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que Beethoven é um gênio e todos os &#8220;etc&#8221; possíveis, todo mundo parece saber. O que poucos sabem é que é possível admirar e ouvir Beethoven ainda hoje, em pleno século 21. Aliás, principalmente agora, com os diversos &#8220;tubes&#8221; que existem por aí. Então, já que você assistiu ontem a sessão de sexo no BBB [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que Beethoven é um gênio e todos os &#8220;etc&#8221; possíveis, todo mundo parece saber. O que poucos sabem é que é possível admirar e ouvir Beethoven ainda hoje, em pleno século 21. Aliás, principalmente agora, com os diversos &#8220;tubes&#8221; que existem por aí. Então, já que você assistiu ontem a sessão de sexo no BBB sob o edredon, sugiro que você assista o pianista François-René Duchâble executando a Sonata nº 21 Op. 53 &#8220;Waldstein&#8221;. A primeira vez que ouvi essa sonata foi no livro do José Miguel Wisnik,  &#8221;O som e o sentido&#8221;.</p>
<p>O livro acompanha um CD de autoria do músico Hélio Ziskind. Um arranjo maravilhoso para os estudantes de música. Mas o que importa aqui mesmo é a obra final, e a execução magistral de François-René Duchâble dispensa tudo o que disse até agora.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-sfsDtQZwI0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/-sfsDtQZwI0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Nem precisava de muito. Se eu morresse sabendo tocar só essa, já estava bom.</p>
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		<title>Memória minha, memória viva!</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 18:43:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia
(&#8230;)
Não me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
(&#8230;)
Carlos Drummond de Andrade


Música e memória sempre caminharam juntos em minha vida. E penso que na de muitas pessoas. Assim como o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><em>Não faças versos sobre acontecimentos.<br />
Não há criação nem morte perante a poesia<br />
(&#8230;)</p>
<p align="right">Não me reveles teus sentimentos,<br />
que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.<br />
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.<br />
(&#8230;)<br />
Carlos Drummond de Andrade<br/><br />
</em>
</p>
<p style="text-align: left;">Música e memória sempre caminharam juntos em minha vida. E penso que na de muitas pessoas. Assim como o famoso biscoito de &#8220;madelaine&#8221; de Proust. Um acorde, um trecho dessa ou daquela música subitamente traz lembranças a tanto esquecidas. Nem sempre boas.</p>
<p>Isso ocorre, é claro, com muitas coisas diversas que a música. Mas a música é algo que traz isso muito forte. Penso que mais que crônica ou poesia. A música tem um agente emocional muito mais concentrado, mais livre do intelecto. Pode-se ouvir uma música sem ouvi-la: a atenção pode estar em outro lugar e, de repente, aquela música, daquela noite, daquele rosto invade a mente. Disparando lembranças, cheiros, gostos, imagens.</p>
<p>Muitas vezes isso não ocorre apenas com uma música em particular. Ocorre com um disco inteiro, por exemplo. Um dos discos que gosto e tenho dessas lembranças (boas ne sse caso) é do disco Quarteto Jobim-Morelembaum. O quarteto, formado por Jobims (Paulo e Daniel), conta com a voz suave e delicada de Paula Morelembaum e do monstro do violoncello brasileiro Jacques Morelembaum. Os standards de Tom estão todos lá: Corcovado, Meditação, Desafinado, e também algumas mais posteriores como O Boto e Mantiqueira Range.</p>
<p>Essas músicas em si estão em minha mente com diversos arranjos e intérpretes. É provável que Corcovado e Meditação possuam juntas centenas de gravações diferentes. Mas essas gravações do Quarteto estão na minha memória de forma tão permanente, instantes parados no ar e no tempo. Cada nota um toque, um olhar diferente, um universo. Exatamente vívido como ficou durante o show ao vivo que assisti há tantos anos. Aliás, com um solo ao cello do Jacquinho de Retrato em Branco e Preto – que não está no álbum – monstruoso. Um domínio completo da técnica sem deixa-la ultrapassar a sonoridade que Jobim exige: nada de exibicionismos atléticos. A técnica a serviço da música.</p>
<p>E esse universo esteve recentemente tão perto que deu vontade de ter saudades. Um telefonema a mais, uma frase a mais, um sorriso ao telefone a mais, uma reserva a mais. Para saber se aquela aquarela toda ainda está lá, intocada, vívida e radiante como quando nos afastamos. O bom da memória involuntária – que Proust retratou tão bem em sua Combray – é ser tão incontrolável quanto impiedosa. Me contive.</p>
<p>No final das contas resta saber se algum dia terei de volta o álbum do Quarteto Jobim-Morelembaum apenas como música, livre dessas lembranças, enlaces e desenlaces. Improvável. A emoção é mesmo o cimento da memória. Proust já provara isso há cem anos atrás. E já que até aqui só falei de coisas pessoais – logo, fúteis – acrescento outra: é bem provável que Em busca do tempo perdido seja mesmo a principal obra em prosa do século XX, passando por cima de muita gente importante. Mas o que está agora na memória é uma trilha só:</p>
<p><em>É, você que é feita de azul,<br />
Me deixa morar nesse azul,<br />
Me deixa encontrar minha paz,<br />
Você que é bonita demais.<br />
Se ao menos pudesse saber<br />
Que eu sempre fui só de você,<br />
Você sempre foi só de mim.<br />
(Tom Jobim/Alysio de Oliveira)</em></p>
<p>A felicidade é uma pluma que o vento vai levando pelo ar de Cumbica.</p>
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		<title>Parque Ibirapuera: descalabro!</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 17:57:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured Articles]]></category>
		<category><![CDATA[Insanidades]]></category>
		<category><![CDATA[parque ibirapuera]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>

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&#8220;O desespero eu aguento. O que me apavora é essa esperança&#8221;. (Millôr)
Há dois dias atrás fiquei sabendo de um projeto importantíssimo do Sr. Vereador Agnaldo Timóteo em trocar o nome do Parque Ibirapuera &#8211; em São Paulo &#8211; para Michael Jackson. Indignado com tamanha sandice, enviei-lhe o e-mail abaixo:
Um descalabro!
Esse projeto absurdo de dar memória [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-124"></span><!--more--></p>
<p><strong>&#8220;O desespero eu aguento. O que me apavora é essa esperança&#8221;. (Millôr)</strong></p>
<p>Há dois dias atrás fiquei sabendo de um <a class="external" href="http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,agnaldo-timoteo-quer-ibirapuera-como-parque-michael-jackson,441001,0.htm">projeto importantíssimo</a> do Sr. Vereador Agnaldo Timóteo em trocar o nome do Parque Ibirapuera &#8211; em São Paulo &#8211; para Michael Jackson. Indignado com tamanha sandice, enviei-lhe o e-mail abaixo:</p>
<p><em>Um descalabro!<br />
Esse projeto absurdo de dar memória a um astro decadente com um dos mais importantes patrimônios da cidade de São Paulo só poderia vir de vereadores como o senhor. Penso que isso é uma ótima prova do desperdício de nosso dinheiro, com delirios e manobras populistas, midiáticas, e que não trazem, de fato, benefício algum à cidade que sustenta não só seu salário e verbas beneficiárias duvidosas. Mas também todo um aparato repugnante que a política brasileira dá o nome de &#8220;gabinete&#8221;.</em></p>
<p><em>Por favor, meu senhor. Recolha-se ao seu pequeno mundo prosaico de músicas superficiais e leves. E da próxima vez que quiser homenagear algum músico ou musicista, pense  em Radamés Gnattali, Carlos Gomes, Garoto, Pixinguinha, Paulo Bellinati e tantos e inúmeros outros que se diferem de sua pessoa pela enorme capacidade artística.</em></p>
<p><em>Que o projeto inútil do senhor seja algum dia prova cabal, nas escolas e livros, das mazelas que afligem essa nossa socidade. Sofrida e marginalizada pelos atos de políticos ora inescrupulosos, ora fúteis, como o tem sido nesse momento.</em></p>
<p><em>Vergonha!</em></p>
<p>E hoje, para minha surpresa, recebi o seguinte e-mail do Vereador com os mais embasados argumentos e que me fizeram, é claro, ceder-lhe a devida razão no assunto:</p>
<p><a href="http://www.pedropauloalmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/10/agnaldo_timoteo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-127" title="agnaldo_timoteo" src="http://www.pedropauloalmeida.com.br/wp-content/uploads/2009/10/agnaldo_timoteo.jpg" alt="agnaldo_timoteo" width="480" height="461" /></a></p>
<p>Rir para não chorar.<br />
E já que comecei o post citando Millôr, peço a ele de novo, socorro:<br />
<strong>&#8220;O político é um gaiato<br />
Que prefere a versão ao fato.&#8221; (Millôr).</strong></p>
<p>Abraços.<br />
PS: Agnaldo: volta pro Rio de Janeiro, Agnaldo. Lá é muito mais bonito.</p>
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		<title>Always down, and up</title>
		<link>http://www.pedropauloalmeida.com.br/insanidades/always-down-and-up-half-the-night/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 19:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured Articles]]></category>
		<category><![CDATA[Insanidades]]></category>

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		<description><![CDATA[É interessante como existem pessoas desocupadas nesse nosso planetinha. Mas como fica claro que o contrário também, para nos surpreender. Pessoas que tentam nos derrubar e pessoas que tentam nos erguer, nos elevar. O blog passou por um período fora do ar por ataques que tive em meu host. Devido a problemas em projetos comerciais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É interessante como existem pessoas desocupadas nesse nosso planetinha. Mas como fica claro que o contrário também, para nos surpreender. Pessoas que tentam nos derrubar e pessoas que tentam nos erguer, nos elevar. O blog passou por um período fora do ar por ataques que tive em meu host. Devido a problemas em projetos comerciais, tive que sacrificar a instalação do Joomla e todo o conteúdo do blog antigo, em uma tentativa desesperada para barrar processos downtime em sites comerciais que tenho sob o mesmo host.</p>
<p>Mas isso não é exatamente um problema. Agora com tudo resolvido e o blog migrado para o Wordpress, espero continuar o trabalho que estava desenvolvendo antes do ataque. Ah. A migração do Joomla para o Wordpress não tem nada a ver com os ataques. Pelo contrário. Acho Joomla um CMS eficente e elegante.</p>
<p>Seguindo, o que vou logo providenciar são os materiais e tutoriais que postei no site iMasters e que, apesar de ter sido há um longo tempo, ainda são muito solicitados a mim via e-mail.</p>
<p>O título desse post é uma citação da música Smile, de <a href="http://www.davidgilmour.com/index.htm" target="_blank">David Gilmour</a>. Não precisa explicar. Basta ouvir.</p>
<blockquote><p>Leaving&#8217;s a better way<br />
To find my way home to your smile.</p></blockquote>
<p>Em tempo: a imagem de bg do post é um dos belos wallpapers que o site de Gilmour disponibiliza.</p>
<p>Abraços a todos que ligaram, enviaram e-mail, berraram e fizeram até sinal de fumaça para dizer que o blog estava fora do ar. A todas essas pessoas que me ajudam e me acompanham o meu mais sincero agradecimento.</p>
]]></content:encoded>
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